Portas Interiores

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PORTAS INTERIORES - COMO SABER SE DEVO RESTAURAR OU SUSBSTITUIR?

Atualmente, com a evolução dos métodos construtivos, a facilidade de aquisição de novas portas interiores e a sua relativamente simples instalação, o aproveitamento de portas interiores existentes é cada vez mais posto de lado. O custo da mão-de-obra em restaurar portas antigas, com o trabalho de pintura, com a desmontagem e montagem, faz com que o empreiteiro/carpinteiro escolha, normalmente convencer o Cliente em substituir estes vãos por outros novos. Será que fazemos a escolha acertada? Devo restaurar portas de madeira?

Ao contrário das janelas de alumínio ou PVC, as portas de madeira são passíveis de restauro. Obviamente que o importante é perceber a construção dessa porta de madeira e listar os trabahos de restauro associados à sua reparação.

PORTAS INTERIORES NUMA OBRA DE REMODELAÇÃO

As questões que nos devemos colocar aquando desta confrontação são as seguintes:

- Qual a condição em que as portas existentes se encontram? Se estão danificadas, empenadas ou apenas riscadas?

- Qual o material original das portas? É material nobre que valha a pena preservar?

- Qual a constituição das portas? Têm charme, desenho, elementos decorativos relevantes que dêem valor patrimonial ao imóvel? São portas antigas de madeira com desenhos originais que importam restaurar e manter?

- Será que irão ser demolidas paredes onde as portas se encontram e o seu restauro está comprometido?

- Será que o layout interior vai ser alterado e, atendendo a isso o número de portas disponíveis não será suficiente para as portas agora necessárias?

- Haverá a colocação de novos pavimentos e revestimentos de paredes que tornem difíceis o aproveitamento das portas?

- O custo associado ao restauro de portas antigas é demasiadamente elevado?

- Qual o estado das ferragens da porta? São recuperáveis? Ainda cumprem a sua função? São substituíveis por novas?

- As portas interiores têm incidências de bicho da madeira ou podridão?

- Qual o uso que a propriedade irá ter? Arrendamento urbano? Alojamento para turistas? Habitação própria? Tratará valorização de um imóvel existente?

- Avaliando o custo para restaurar as portas interiores vale a pena?

Na realidade estas perguntas giram em volta de qual a perceção e função que as portas vão ter no seu dia-a-dia e o contributo que darão para a expressão e linguagem do imóvel.

RESTAURAR PORTAS ANTIGAS : UM ELEMENTO CADA VEZ MAIS APRECIADO EM OBRAS DE REMODELAÇÃO

Optando por restaurar portas de madeira, deverão acima de tudo ser acauteladas as situações em que a porta será reaproveitada. Poderá ser necessária a colocação de entalhes por alteração de ferragens (puxadores, dobradiças, fechaduras). Deverá ser analisada ainda o painel da porta está empenada e se existe forma de contrariar essa deformação durante o processo de restaurar portas interiores.

Do ponto de vista da repintura, deverá ser considerada a remoção total do acabamento final da superfícies das portas, não só pintura, mas poderá ter de remover o verniz da mesma. Ao restaurar as portas de madeira, deverá ser considerada a lixagem da superfície da madeira (se possível) e desta forma limpar as superfícies na sua totalidade. Pode ainda ser necessário aplicar betume para madeira, para ocultar algumas imperfeições e para obter um bom acabamento final, e novamente lixar as superfícies.

Após este processo está em posição de devolver um novo acabamento às portas interiores, sendo pintura com tinta específica, de esmalte ou se por outro lado pretende ver a textura da madeira e prefere envernizar.

Normalmente, em remodelações gerais o trabalho de restaurar portas antigas pode ser feito em obra, contudo também é muito comum as portas serem levadas para oficina de marcenaria e carpintaria e assim passarem por todos os procedimentos, sendo aí mais facil tratar de problemas de empenos e entalhes.

DEFINIÇÕES E MATERIAIS : O QUE PRESISA SABER PARA A ESCOLHA CERTA

Se após a análise das suas portas, perceber que o estado geral de conservação das portas é muito mau e, decide que deve então substituir por portas novas, então deixamos em baixo um guia para a escolha mais acertada ao seu caso. Independentemente consegue ter dicas para a remodelação da casa no nosso blog.

PORTAS INTERIORES DE BATENTE

São o tipo de porta mais comummente usado, especialmente em folha singular, sendo contudo ainda habitual a existência de folha dupla.

Abrem-se pela aplicação de dobradiças, num dos topos da folha da porta, permitindo a sua rotação através de uma charneira vertical.

Costumam ter também a identificação da sua abertura quer à direita quer à esquerda, definindo um tipo de dobradiças distinto para cada um dos casos.

As dobradiças podem ser ocultas e ainda permitirem a afinação 3D.

Vantagens

Boa capacidade de vedação sonora, pelas guarnições e batentes da sua configuração
- A opção mais económica do mercado

Desvantagens

Necessita de bastante espaço livre quando aberta

PORTAS INTERIORES DE CORRER

São as portas que deslizam, fechando ou abrindo de forma paralela à parede em que se inserem. Podem ser de uma ou várias folhas, e ser colocadas dentro ou fora da parede, mediante o gosto ou tipo de intervenção a realizar.

Vantagens

- Ganho de espaço, pois a porta quando está aberta fica recolhida na parede
- Leveza no espaço e facilidade de limpeza do pavimento
- Facilidade de mobilidade no interior da propriedade, em especial para pessoas com mobilidade reduzida

Desvantagens

- Baixa capacidade de absorção sonora, pois existem folgas e baixo padrão de segurança, sendo que as fechaduras não garantem grande proteção
- Mais dispendiosa que a de batente pela estrutura extra (cassete e calha) quando embutidas na parede, mas existem no mercado soluções bastante acessíveis hoje em dia
- Para portas que corram por fora da parede, cria-se menor área de parede para colocação de adereços decorativos ou mesmo mobiliário, sendo necessário deixar espaço livre para que possa correr

PORTAS INTERIORES PIVOTANTES

São normalmente portas de destaque numa propriedade. Muitas das vezes sem aduelas, guarnições ou batentes, dando um aspeto contemporâneo ao espaço. O sistema pivotante vertical permite a porta rodar em torno de um eixo de charneira, fixo no chão e no topo da porta, sendo colocado geralmente a 1/5 do vão de porta, fazendo com que a abertura seja mais suave e cénica. Esta porta pode permitir ainda a ilusão de uma continuidade da própria parede, se for cuidadosamente planeada e com mesmo material e acabamento que a parede.

Vantagens

- Experiência de abertura da porta engrandecida
- Possibilidade de continuidade na parede, sem ressaltos, aduelas, guarnições ou dobradiças
- Admitem-se portas com grande largura e maior peso. O acabamento final das portas é quase ilimitado pela sua resistência ao peso (por vezes até se utiliza pedra como acabamento final)

Desvantagens

- Admitem-se portas com grande largura e maior peso. O acabamento final das portas é quase ilimitado pela sua resistência ao peso (por vezes até se utiliza pedra como acabamento final)
- O sistema pivotante é dispendioso ou mesmo muito dispendioso consoante a dimensão da porta

PORTAS INTERIORES EM ACORDEÃO

Este tipo é muito usado em espaços de alguma dimensão onde existe a necessidade de garantir a total flexibilidade do seu uso, sendo possível abrir as portas, arrumando-as nos seus extremos e manter o espaço uno, assim como possibilidade de encerrar o espaço e dividi-lo em dois distintas salas totalmente independentes. Este sistema tem tem sua maior utilidade em espaços onde a polivalência do uso, quanto à quantidade de pessoas tais como salas de conferência, salas de reuniões, escritórios entre outros.

Vantagens

- Permite grande flexibilidade possibilitando abrir e juntar dois espaços distintos assim como arrumar as portas sem interferir no seu interior
- Podem abrir apenas uma folha, duas, etc ou todas

Desvantagens

- Requer bastante espaço para manobrar as portas e para parquear as portas em ambos os extremos
- Bastante dispendiosas pelo mecanismo associado, assim como pela característica acústica sendo estas também utilizadas como divisória de espaços distintos

PORTAS INTERIORES VAI E VEM

Esta é a porta que vemos muitas das vezes em bares e tabernas, sendo a versatilidade de abertura de ambos os lados a sua característica. Normalmente esta porta não veda a totalidade da abertura para que se possa ver se há alguém do lado oposto aquando da abertura das portas para se evitar colisões, mas existe para criar uma barreira visual de separação de espaços. Ainda é bastante visível em restaurantes e/ou cafés, onde a porta separa a zona de refeições e as casas de banho ou zonas de preparação e serviço. Pode ser apenas de uma só folha, mas é mais habitual se encontrar de duas folhas em simultâneo.

Vantagens

- Permite que as folhas voltem a posição inicial (pela mola existente nas dobradiças) e se mantenham fechadas sem que o utilizador necessite de as encerrar
- Flexibilidade de movimento circulatório dotando o espaço de maior dinâmica
-Flexibilidade e facilidade de utilização em restauração sobretudo quando os utilizadores se encontram com as mãos ocupadas

Desvantagens

- Experiência de abertura um pouco agressiva, pela força que as molas exercem ao abriras portas
- Requerem bastante manutenção onde exista grande fluxo de passagem, sendo que as molas não têm muita durabilidade
- Podem criar alguns problemas de colisão entre utilizadores aquando da abertura das portas

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[Formulário]

A spacelovers apenas recupera portas interiores de forma integrada na empreitada geral de obra.

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DEFINIÇÕES ÚTEIS NA TERMONOLOGIA DE PORTAS INTERIORES

Vão - A abertura numa parede que permite a passagem entre espaços ou simplesmente permitindo a entrada de luz ou ventilação, normalmente onde se inserem as portas ou janelas, outras vezes apenas aberturas de passagem, sem qualquer elemento que encerre o espaço.

Folha de porta - É por este nome que se identifica a parte da porta que se move/roda responsável por fechar o vão. Muitas das vezes também designada apenas por porta (neste post apenas identificada por folha).

Aduelas - São as madeiras que preenchem os topos dos vãos nas paredes, onde são colocados os batentes e normalmente onde são fixas as folhas.

Guarnição - É a parte utilizada como remate da junta entre a aduela e o vão na parede, de forma a ocultar imperfeições ou inconsistências quer da aduela quer da parede.

Batente - É a parte na aduela onde a folha da porta bate quando fecha, sendo este o simples rebaixo ou peça fixa na aduela. A função é a sobreposição da folha nesta espessura, por forma a vedar a porta contra ar e som.

Porta - É o elemento localizado nas aberturas dos vãos de paredes, com função de passagem de um espaço para outro permitindo encerrar qualquer dos lados. Porta constituída pela(as): a folha; aduelas; guarnições; ferragens; acessórios de porta.

Port-aro - São kits/conjuntos de portas integrados, preparados de fábrica para a rápida e fácil instalação em obra.

Cassete/Estrutura de correr- É o conjunto pré-fabricado que incorpora a calha de correr e a estrutura de suporte metálica para fixação do revestimento de paredes interiores, preparada para a fácil instalação em obra de portas de correr para dentro da espessura da parede. A logística em obra para as cassetes de embutir, deve ser planeada com antecipação, para se incorporar durante a execução de paredes.

Ferragens - Todo o conjunto de acessórios metálicos utilizados para o funcionamento das portas, quer sejam elas de batente, pivotantes, correr ou outras, tais como dobradiças, fechaduras, puxadores, espelhos, batentes de pavimento entre outros.

Dobradiças ou gonzo - São as peças metálicas, que permitem a rotação em eixo vertical entre a folha e a aduela, permitindo à porta funcionar em modo de batente.

Fechadura - É o acessório metálico que admite trancar a porta com o uso simples de puxador ou auxílio de chave, movimentando uma ou mais linguetas, permitindo a segurança de alguns espaços.

Linguetas - São as peças metálicas (incluindo o trinco da porta), parte integrante das fechaduras, que pelo auxílio de puxadores ou chave, se movimentam para trancar portas.

Espelho - É a parte metálica que reveste a zona onde a chave entra na porta. Existem para dar resistência e ocultar imperfeições aquando da execução das furações para a chave.

Puxador ou maçaneta - É a parte metálica que como o nome indica permite puxar ou empurrar a porta, para a poder abrir ou fechar. É com este que se move o trinco para permitir a abertura da porta quando fechada.

Bandeira de portas - É a parte superior fixa como prolongamento vertical de uma porta, geralmente envidraçada, muitas das vezes existente em espaços com alguma altura, permitindo trazer luz ou ventilação para espaços mais interiores.

Samblagem – É a interligação/união de peças de madeira por intermédio de entalhes/encaixes ou rebaixes apropriados a cada caso específico.

Couceiras – São as tábua de madeira colocadas na vertical de uma folha de porta engradada, onde se entalham ligações para colocação das travessas, obtendo assim uma ´grelha´ resistente como que a estrutura da folha. É o elemento vertical das portas engradadas onde normalmente se fixam as dobradiças e se colocam as fechaduras a topo.

Travessas – São as peças de madeira atravessadas e engradadas nas couceiras das folhas das portas, unindo estas duas com a função de travamento da folha das portas.

Almofadas de portas - São painéis de portas engradadas, são também vistas como de adornos. Geralmente presentes em portas antigas de madeira maciça, criando altos ou baixos relevos nas folhas, dotando-as de maior primor e detalhe.

Molduras – Peças trabalhadas e rebaixadas para inclusão nas travessas e couceiras por samblagem macho fêmea, das portas engradadas, com o intuito de lhes conferir maior detalhe e ornamentação (não confundir com almofadas).

TIPOS DE FOLHAS DE MADEIRAS PARA PORTAS INTERIORES

Portas Engradadas – São portas de constituição em grade, formada por couceiras – elementos verticais – e travessas – elementos horizontais – devidamente sambladas entre elas. Nos interstícios / vazios são fixados tapumes de madeira, designados por almofadas, por encaixe a macho fêmea.

Portas Envidraçadas – São portas de idêntica constituição que as engradadas, embora sejam substituídas certas almofadas por vidros assim como as molduras por caixilhos, contendo assim uma estrutura em grade, com travessas e couceiras.

Portas de Taipal ou Painel – São portas que pela sua constituição são definidas por várias tábuas, em geral na vertical, com estrutura resistente pregada ou samblada a elas.

Portas Entaleiradas ou Rilhadas – São portas semelhantes às de taipal mas com maior resistência, garantida pela inclusão de taleiras no interior do painel vertical. Estas taleiras de madeira, contêm a forma de cunhas ou palmetes, sendo assim embutidas transversalmente ao painel por aperto.

Para o restauro de portas interiores é importante o correto levantamento no local do tipo de porta e a sua construção para que se possam endereçar os elementos para recuperação. Para mais informações contacte-nos.