Iluminação para Cozinha: Dicas para o seu Projeto

Iluminação para Cozinha

A iluminação para cozinha é sempre um ponto fundamental em todos os projetos de remodelações de cozinhas. Esta deve ser clara o suficiente para trabalhar e ter a intensidade e corretas.

Neste artigo tentamos trazer algumas das características que deverá considerar aquando do desenho da cozinha para ter uma iluminação eficiente. Até porque muitas cozinhas estão conectadas com a sala, a cozinha com sala em open space e desta forma, trazem-nos não só a parte funcional e prática de área de trabalho, mas também nos proporcionam a atmosfera de estar. Aqui a iluminação tem um papel preponderante.

A iluminação para cozinha traz ao ambiente não só a parte estética das próprias iluminárias, mas também a luz adequada que um projeto luminotécnico define.

Iluminação para Cozinha com Ilha

Iluminação Natural – a mais importante

A iluminação natural é a luz de maior qualidade, e por isso em todos os projetos devem maximizar a luz natural e paralelamente a ventilação dos espaços.
Contudo, em remodelações de cozinhas e espaços existentes, onde as condicionantes são maiores, por vezes esta condição é mais difícil de conseguir, e aqui a iluminação artificial reveste-se de maior importância.

Tipos de luzes adequadas à cozinha

A iluminação direcionável é uma solução requintada, pois cria pontos fulcrais, que pela características das luzes podem ser interessantes.

A iluminação direccionada, mas estática, são por exemplo focos embutidos ou mesmo pendentes de teto, que têm a sua abrangência de luz determinada.

A conjugação destes tipos de luzes, podem fazer sentido, até no mesmo espaço. O projeto deverá responder da melhor forma para garantir que os diferentes tipos de luz estão onde são necessários.

A iluminação para cozinha deverá ser pontual e geral e sobretudo difusa, desta forma reduz a criação de sombras que numa zona de trabalho são mesmo a evitar. Para ser difusa, implica ter um difusor que pode ser um vidro fosco ou um acrílico.

Neste ponto importa ainda referir o grau de protecção (IP - Ingress Protection) das luminárias. O sistema de classificação refere-se à capacidade de garantir protecção de sólidos (por exemplo poeira) e de líquidos ( como a água). Ora este ponto é importante em espaços húmidos e com vapores como as cozinhas.
Assim o IP54, significa que 5 classifica o grau de proteção de sólidos e o 4 o de líquidos.

As cores influenciam a luminosidade

A remodelação de cozinhas foca-se na maior parte das vezes na alteração de bancadas, armários e revestimentos. A cor destes materiais é também influenciadora da forma como a luz “trabalha” no espaço.

Usando cores escuras, sobretudo em espaços pequenos, torna premente a intensidade adequada, para não ter um canto escuro na sua cozinha. Assim a funcionalidade do espaço está também relacionada com a forma como a luz é transmitida.

Assim as soluções de lâmpadas/focos dimáveis, que permitem regularizar a intensidade de luz através de dimmers podem ser uma opção.

Contudo, este tipo de iluminações tende a ser mais utilizado nos quartos e salas, pois a possibilidade de reduzir a intensidade cria espaços aconchegantes e esta versatilidade é boa nestes espaços.

Para a cozinha procura-se acima de tudo uma luz mais branca.

Tipos de Luminárias para Cozinhas

A iluminação pode ser direta ou indireta, pontual ou geral.
A luz pontual é a que permite iluminar zonas de trabalho que promovem a visibilidade necessária para onde o detalhe é primordial. Na cozinha será todos os pontos de trabalho e ainda na zona de refeição.

Pendentes Focais

Os pendentes serão luzes pontuais que trazem para além das luz um sentido estético ao espaço. Muitas vezes usados por cima de ilhas e penínsulas, são também a solução para mesas de jantar.
Quanto aplicados me cozinhas, devem ser escolhidos modelos que garantam uma facilidade de limpeza, evitando assim tecidos ou outros materiais de difícil higiene.

A sua colocação deve ser, pelo menos, para cima de 75cm da bancada, para permitir iluminar toda a superfície, embora aqui dependa do modelo que escolher.
Quando a altura do teto é reduzida, o impacto de um pendente não é o mesmo e nestas situação deverá ser avaliada a sua colocação.

Focos Encastráveis - Spots ou Fitas LED

São os mais apropriados para luz de trabalho. Especial atenção ao seu posicionamento para não criar sombras e perder assim a sua eficácia. Estes são usados para os pontos de função na cozinha, como a bancada de trabalho, a cuba, a placa, etc. Várias luzes descoordenadas podem interferir com a função, pelo que um estudo cuidado é importante para que se sinta confortável na sua nova cozinha.

Projetores ou Trilhos

São iluminárias de teto, de luz central/geral que podem ser direcionáveis, o que facilita a regulação do foco de luz para o espaço. São também os mais usados em cozinhas. Ter em consideração a aplicação com difusor.

Iluminação de ambiente-decorativo

Como a iluminação para cozinha, é, muitas vezes, uma combinação com a sala em open space, importa estudar e planear os espaços em simultâneo. A nível da cozinha pode ter uma luz ambiente, a designada luz pontual de presença, que podem até ser accionada por sensores de movimento, como a circulação durante a noite. Ou em alternativa um luz estática que se mantêm no ambiente como presença.

Outra hipótese, é salientar pontos notáveis na sua cozinha que é cenário de fundo quando esta na sala, salientado uma cristaleira, um nicho, o topo dos móveis, um luz de cascata pelo backsplash.

Índice de Reprodução de Cores (IRC)

Este ponto e importante na hora de comprar as lâmpadas para as luminárias e é especialmente importante se necessita que a luz reproduza de forma fiel a cor dos objectos e alimentos. O IRC mede o quanto uma luz permite ver as cores com precisão. Assim um IRC de 85 a 100 são as que permitem melhor níveis de reprodução de cor. Curiosamente as lâmpadas incandescentes e as halógeneas tem nível 100 e os LEDs e as fluorescentes tem entre 85-100.

Iluminação para Cozinha

Temperatura da Cor de Luz

Como muitas das atividades na cozinha requerem uma boa luminosidade do espaço, a iluminação para cozinha tem de conseguir garantir que a luz chega a onde é necessário com a intensidade e tonalidade adequadas.

A temperatura da cor da luz é um conceito muito importante descrever, uma vez que estamos a abordar a iluminação para cozinha. Esta expressa a cor da luz que fonte de luz emite.

A escala da temperatura de cor de luz mede-se em Kelvin (K). Deixamos uma valores de referência:

Branco quente – entre 2000 a 3500 K
Branco neutro – 4000 a 4500 K
Branco luz do dia – 5000 a 5500 K
Branco frio – acima de 5500 K

Assim, quanto maior o número de Kelvin mais é a luz fria, e por fria entenda mais clara.

Para ter como referência, a luz natural aproxima-se de 5600 K e a luz de vela à 1000-1700K.

A temperatura de luz é extremamente importante, pois influencia um ambiente e automaticamente isso afeta quem vive o espaço.

A iluminação para cozinha pode ter um misto de lâmpadas com temperaturas distintas, conforme os espaço que a compõem. As cozinhas completas têm de considerar estas condições e equilibrar os vários pontos de luz, por isso é tão importante nas remodelações de cozinhas a ajuda de um arquiteto.

 

BRANCO QUENTE (LUZ AMARELA)

Esta é a luz aconchegante e intimista, muitas vezes denominada por luz de presença. É por isso a luz que se usa nos quartos, sala de jantar e estar, por transmitirem essa sensação relaxante. Usado em abajures e em luminárias decorativas de de luz ambiente/de presença.

Importa referir que a quanto mais baixa é a temperatura da luz menos eficiente.

BRANCO NEUTRO

Luz meio-termo, ligeiramente amarelada, muito usada em habitação e espaços comerciais.

BRANCO FRIO (LUZ BRANCA)
A luz mais intensa, a luz do dia, muito usada para locais de trabalho, coo escritórios, cozinhas e locais onde é necessária luz para trabalho/produção.

 

Qual a temperatura de cor de luz adequada para a Cozinha?

A iluminação para cozinha é frequentemente usada entre luz neutra e luz fria, dependendo do gosto dos utilizadores.
Como zona de trabalho, é frequente ser usada a luz Branco frio (acima de 5000K), pois as ações requerem alguma atenção e permitem uma boa visibilidade para limpeza e higiene. Nesta opção deverá ser considerado um bom posicionamento e números adequados para não se tornar demasiada agressiva para os olhos.
Há quem prefira o uso de luz neutra (3500k) para ter um nível de conforto visual, em detrimento da luz mais clara.
E um balanço poderá ser atingido com a combinação das duas opções. Contudo, a fusão de temperaturas de cor de luz pode não resultar muito bem, se for usado para a iluminação para cozinha um branco frio e um constraste muito grande para uma luz amarelapara a sala. Esta confusão visual pode ser a grande dificuldade num projeto de remodelação. Procurar níveis mias próximos e fazer um graduação de kelvin, de forma suave, com pontos subtis, pode ser a solução.

 

Como saber qual é a quantidade necessária de iluminação para cozinha?

O lúmen (lm) representam a quantidade de luz emitida por um ponto emissor de luz (lâmpada ou luminária), portanto o seu fluxo luminoso. Assim, quanto maior o número de lúmen, mais brilho tem a luz emitida. Como referência, 1 lm equivale a 1 lx num m².

A iluminância, traduzida em lux (lx), define a distância e a densidade com que determinada luz atinge uma superfície. Mede a quantidade de luz num determinado ambiente, o que permite admitir o conforto visual.

A característica de cada espaço é importante para os cálculos luminotécnicos.

Portanto, quanto maior o pé-direito, maior a quantidade de luz necessária. De modo geral, para simplificar, se uma luz produz 100 lux a 1 m de distância, significa que para 2 m de altura vai apenas produzir 25lux.

Deixamos uma lista com valores lux de referência que deverá atingir nos diversos espaços:

Salas de Estar e Hall /Corredores — 150
Sala de Jantar — 400
Escritório - 400 – 500
Quarto Luz Geral — 200
Quarto Luz de Cabeceira - 300 – 350
Cozinha — 350 a 500
Casa de Banho Geral — 200
Casa de Banho Espelho — 300

Fotos: unsplash.com, ozli.online e brilumen.com

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